CCR: Rali de Vouzela preparou-se em casa

rês pilotos da região de Lafões [Oliveira de Frades, S. Pedro do Sul e Vouzela] aproveitaram as excelentes condições da zona da Penoita, em Vouzela, para preparar a participação no Constálica Rali Vouzela. Carlos Matos no Peugeot 208 T16 R5, João Marcelino no Renault Clio R3 e Rodrigo Correia no Kia Picanto passaram a tarde de sábado junto à famosa “curva do cão”, percorrendo um pequeno troço [2 Km] que não se utiliza no rali, para “fazerem a mão” e testar algumas soluções para a prova de Vouzela que vai para a estrada no próximo dia 27.

Curiosamente se o Constálica se disputa em Vouzela, nenhum deles é da terra dos famosos pastéis [de Vouzela] mas sim dos concelhos vizinhos [Carlos Matos e João Marcelino, pai e filho, de S. Pedro do Sul e Rodrigo Correia de Oliveira de Frades], mas todos consideram a prova como o rali de casa, tal a proximidade e forte ligação entre os três concelhos [região de Lafões]. Dos três pilotos presentes, Rodrigo Correia já conseguiu fazer três ralis este ano [Bairrada, Castelo Branco e Mesão Frio], os únicos da sua carreira [tem 16 anos], enquanto Carlos Matos apenas fez um [Mesão Frio] mas tendo completado apenas duas especiais, devido a problemas na embraiagem do 208, enquanto João Marcelino já não pegava no Clio desde o Casinos do Algarve do ano passado – o piloto, meio a brincar, até disse que já nem se lembrava bem como aquilo funcionava!

Começando por Carlos Matos, o piloto do Peugeot 208 foi o que mais andou, aproveitando para ganhar algum ritmo com o 208 e adaptar-se a um novo navegador, “andámos cerca de 60 Km. Foi bom para ganhar algum ritmo. Em Mesão Frio andei pouco e claramente faltam-me quilómetros com o 208. Aproveitei também para andar com o Ricardo [Faria, habitual navegador de Vítor Pascoal] que me irá acompanhar no Constálica. Foi uma rápida adaptação”.

Quanto a João Marcelino, quase dez meses depois, voltou a pilotar o Renault Clio R3 andando cerca de 40 Km, aproveitando também para se entrosar com o novo navegador, “quase um ano depois, finalmente voltei a pilotar o Clio R3. Até tive alguma dificuldade em me lembrar como aquilo tudo funcionava [risos]. Aproveitei para andar com o Nuno Ribeiro [habitual navegador de Daniel Nunes e também de Hugo Lopes]. Foi uma adaptação fácil. O Valter [Cardoso] como a Baja TT do Pinhal foi adiada fez o favor de vir aqui e também colaborou nos testes. Procurei encontrar a melhor afinação para o Constálica, mas o que sinto falta é de ritmo competitivo, depois de tanto tempo parado”.

Por fim, Rodrigo Correia, aproveitou mais uma ocasião para andar em ritmo competitivo com o Kia Picanto GT, e como o seu navegador [Miguel Paião] não pôde estar presente, acabou por proporcionar alguns co-drives e aproveitou também para andar com Valter Cardoso e Ricardo Faria, “o Miguel [Paião] não pôde vir devido a compromissos de ordem profissional mas como tanto ele como o meu pai acharam importante eu fazer mais uns quilómetros, aproveitei para andar com alguns patrocinadores e também com o Valter [Cardoso] e o Ricardo [Faria]. E só não andei com o Nuno [Ribeiro] porque o timing dos testes não o permitiu! Só o facto de eles se disporem a andar comigo já me deixou feliz. Estou nos ralis há muito pouco tempo e sei que tenho muito a aprender. Andar com eles foi mais uma etapa nessa longa aprendizagem. Todos os conselhos e críticas, vindos de quem sabe são sempre importantes. No Constálica espero andar o mais que puder mas sem inventar. Terei ao meu lado o Miguel para me lembrar disso”.

José Bandeira

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