Pilotos destacam importância da Especial Drive


As equipas participantes no Constálica Rallye Vouzela foram obsequiadas com uma iniciativa que permitiu contribuir par o retorno dos cada vez mais escassos patrocinadores, permitindo avaliar, ao mesmo tempo, o completamento das máquinas. A esta iniciativa, a entidade organizadora denominou-a “Especial Drive”, que decorreu numa estrada fechada e, por isso, rotulada com a máxima segurança, um dos pontos fulcrais para o sucesso da prova.

Tratou-se de uma medida que possibilitou, também, que os patrocinadores pudessem sentir as emoções dos ralis pela parte de dentro, sentando-se no banco direito, ao lado dos pilotos.

Carlos Matos: “Padrão de qualidade para patrocinadores”

Carlos Matos aproveitou esta “dádiva” para fazer os primeiros quilómetros com o Ford Fiesta R5, alugado à espanhola RMC, referindo que «foi benéfico a todos os níveis, porque permite aos pilotos e equipas efectuar alguns ajustes com as viaturas, na máxima tranquilidade, sabendo de antemão que as estradas estão fechadas».

«Este foi mais um padrão de qualidade apresentado pela organização que, além de nos permitir somente focar na Especial Drive, evitando desembolsar face ao trabalho da GNR no fecho de um troço de estrada. É de louvar a organização por mais singular iniciativa, dando um grande passo em frente tendo em vista o aspecto da segurança, pelo que outras organizações e a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting deveriam “perfilhar” o modelo implantado no Constálica Rallye Vouzela, adiantou o piloto do Team Carlos Matos, de S. Pedro do Sul. Carlos Matos acrescentou ainda que «os patrocinadores viram na Especial Drive mais uma importante fórmula para colher o tão ambicionado retorno».

Alfredo Barros: “Modelo aliciante para ter continuidade”

Também Alfredo Barros, em Ford Fiesta R5, fez questão de mencionar que «é de salutar a Especial Drive, consentindo ajustar os últimos pormenores, limando algumas arestas com a máxima firmeza dado que a estrada esteve fechada». «Outro factor relevante foi que a equipa não precisou de perder tempo a encerrar, a espaços, uma estrada para avaliar a viatura, como também serviu para “desenferrujar” já que não alinhava numa prova há muito tempo, pelo que os sinais foram muito positivos, sem dúvida um modelo que deverá ter continuidade e que outras organizações deveriam adoptar».

João Marcelino: “Especial Drive foi um tubo de ensaio”

Por seu turno, João Marcelino, que terá à sua disposição um Ford Fiesta R2, encontrou na Especial Drive «a forma perfeita para as equipas testarem num local fechado, sem preocupações de maior para os pilotos».

Apesar de muito jovem, o piloto do Team Carlos Matos não tem dúvidas de que a Especial Drive pode ser observada como um “tubo de ensaio”, em que «as equipas podem alinhar e aperfeiçoar o set-up das viaturas, além, naturalmente, de alargar com este “protótipo” de acções contribuir para alargar os horizontes de todos aqueles que, de uma forma ou de outra, apostam em nós para levar mais longe os seus produtos».

No fundo, ainda segundo João Marcelino, «a Especial Drive reveste-se de uma mais-valia, podendo ensaiar antes da competição, estabelecendo, em parte, aquilo que se pode perspectivar em prova, em que as expectativas, para alguns pilotos, são elevadas».

Miguel Abrantes: “evolução enorme em estrada fechada”

A Especial Drive revelou ser uma grande vantagem para dar a conhecer as incidências dos ralis, pela perta de dentro, aos nossos parceiros, além, naturalmente, de rodar na máxima segurança», foi desta forma que Miguel Abrantes comentou a inovação introduzida no Constálica Rallye Vouzela.

Segundo o piloto de Águeda, que estreia na prova do Gondomar Automóvel Sport um Skoda Fabia S2000, «procurei adaptar-me à viatura mas, muito especialmente, retomar algum ritmo de pilotagem dado que já estou arredado das competições há algum tempo».

«Para mim foi muito importante andar com o Skoda Fabia S2000 na Especial Drive que, ao nível de segurança, revelou ter sido a melhor opção, não só porque me permitiu fazer os primeiros quilómetros, como também me permitiu dar um salto enorme em termos de evolução que, sem ser neste moldes, era impossível, porque a estrada estava fechada e na máxima segurança», confidenciou Miguel Abrantes.

Vítor Pascoal: “Importante ter os nossos parceiros na Especial Drive”

«Foi, sem dúvida, uma excelente promoção para os patrocinadores. Tive a oportunidade de conduzir alguns parceiros que me confidenciaram que a Especial Drive é um bom começo para abordar qualquer rali. A Especial Drive acabou também por ser encarada como um ensaio, pois encetamos uns acertos, mas mais importante que tudo isso foi termos connosco alguns parceiros», disse, por sua vez Vítor Pascoal.

«A Especial Drive, que permite andar na máxima segurança em estrada fechada, consente também fornecer algumas dicas aos patrocinadores nas avaliações da viatura, para definir qual o caminho a seguir nos acertos. Obviamente que o nosso principal objectivo passa por lhes revelar que tudo está a funcionar na perfeição», comentou o piloto do Porsche 997 GT3.